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Brasileiros bateram recorde de vitórias na WSOP 2025; relembre o show verde e amarelo

4 min. de leitura
WSOP 2025

Não seria exagero nenhum dizer que o poker brasileiro atingiu um novo patamar em 2025, e isso se refletiu no desempenho dos craques tupiniquins na World Series of Poker (WSOP), tanto nas edições live quanto online. Ao todo, foram 12 braceletes conquistados na última temporada, o que representou o melhor ano da história do país na série mundial.

Além dos títulos ao vivo em Las Vegas, o Brasil deu show nos feltros virtuais da GGPoker e também esteve no topo do pódio nas Bahamas, sede da WSOP Paradise. Desde estreantes na lista dos detentores de pulseiras como Aloísio Dourado até o tricampeonato de João Simão, a tropa brasileira mostrou ao mundo que as cores da bandeira verde e amarela já estão acostumadas com o lugar mais alto do pódio nas competições da WSOP.

Aloísio Dourado Dá o Pontapé Inicial em Las Vegas

Aloísio Dourado
Aloísio Dourado conquistou o 39º bracelete do Brasil

O primeiro grito de campeão veio de forma emocionante, logo nas semanas iniciais da WSOP em Las Vegas. Especialista em Mixed Games, Aloísio Dourado brilhou no Evento #23: US$ 1.500 Badugi, garantindo o primeiro bracelete brasileiro da temporada. Dominante na mesa final, o craque conquistou o título e comemorou muito ao lado dos compatriotas nos salões do Horseshoe & Paris Las Vegas.

Kelvin Kerber e Peter Patrício Ampliam a Contagem

Kelvin Kerber e Peter Patrício
Sócios do Samba Team, Kelvin Kerber e Peter Patrício deram show no Tag Team

Na sequência, o Brasil voltou ao topo e, dessa vez, em dose dupla. Kelvin Kerber e Peter Patrício conquistaram o tradicional Tag Team (torneio de duplas), superando um field de mais de 1.300 entradas e adicionando mais dois braceletes à conta brasileira. Com três títulos já garantidos em Las Vegas, o país igualava campanhas sólidas do passado, mas o melhor desempenho ainda estava por vir.

Domínio Absoluto na WSOP Online

WSOP Online
Dante Goya, Arthur Ebrahim, Léo Jokura e Adrovan Rodrigues levaram o bracelete na WSOP Online

Se no live o Brasil começou anotando vitórias, foi no online que o país construiu seu recorde histórico. Ao longo da WSOP Online, os brasileiros conquistaram oito braceletes, número que colocou o Brasil no topo da série e foi determinante para transformar 2025 no maior ano da história nacional.

Ranking de Melhores Países na WSOP Online 2025

 PosiçãoPaísTotal de Premiações 
 Brasil814US$ 4.032.664 
 Alemanha335US$ 5.927.976 
 Israel321US$ 850.527 
 China313US$ 2.757.733 
 Federação Russa245US$ 4.145.460 
 Canadá230US$ 668.997 
 Suécia211US$ 1.543.406 
 Espanha202US$ 957.142 
 Argentina202US$ 795.746 
 10ºFrança110US$ 869.507 

Dante Goya foi quem abriu a sequência ao conquistar o bicampeonato da carreira, vencendo o Evento #3 para levar a pulseira e a forra de US$ 236.825. Na sequência, Arthur Ebrahim bateu 907 oponentes no #4 e adicionou US$ 97.864 ao bankroll, além de faturar a primeira pulseira de sua carreira.

Pouco depois, Léo Jokura e Adrovan Rodrigues fizeram como Ebrahim e entraram para a lista de vencedores de bracelete. O primeiro foi campeão do Evento #6, superando 1.399 entradas e levando o prêmio de US$ 247.557. Já Adrovan foi o melhor no #7, conquistando a pulseira e a forra de US$ 585.153.

E o ritmo seguiu intenso. Bárbara Akemi e Victor Oliveira garantiram mais dois títulos ao vencerem o Evento #10 e #11, respectivamente.

Por fim, Iago Botelho e Rodrigo Selouan fecharam a conta, sendo que Selouan protagonizou uma das vitórias mais emblemáticas do ano. Em um dos torneios mais prestigiados da série online, o US$ 10.300 GGMillion$, Rodrigo deixou diversos dos principais jogadores do mundo para trás, garantiu o bracelete e a incrível forra de US$ 2.003.850 (a maior da história do país em um torneio online). Já Iago deu show no Evento #20, levou sua primeira pulseira e também a quantia de US$ 158.759 para casa.

João Simão Sela o Recorde na WSOP Paradise

João Simão
João Simão garantiu seu terceiro bracelete da série mundial

O capítulo final do ano histórico veio com uma performance brilhante de João Simão no Evento #10: US$ 150.000 Triton 8-Handed da WSOP Paradise. Evidenciando ainda mais o nível dos jogadores brasileiros, o 3-handed foi composto apenas por representantes da bandeira verde e amarela.

Yuri Martins deu adeus na terceira colocação, e o heads-up foi disputado entre Simão e Felipe Boianovsky. Dessa vez, melhor para o mineiro, que garantiu o tricampeonato na série mundial e engordou o bankroll com a forra de US$ 3.067.000. Depois de um ano como esse, a pergunta que fica é: será que o recorde será quebrado novamente em 2026?

Fotos: cortesia WSOP/KSOP

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Gabriel Capellari
Writer

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