João Simão faz acordo e leva US$ 2,5 milhões em semana histórica na Triton Jeju
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"Eu acho que estou sonhando. Não me acordem", foi o que escreveu João Simão nas redes sociais nesta quinta-feira (17). O comentário é mais do que justificado, pois já faltam palavras para descrever o que o profissional fez nesta semana. Apenas três dias após conquistar o maior prêmio da história do poker brasileiro, o craque mineiro voltou a brilhar na Triton Super High Roller Series Jeju, desta vez alcançando o heads-up do Evento #15 (US$ 150.000 NLH 10th Anniversary Special).
Mostrando mais uma vez que está na melhor fase da carreira, Simão bateu de frente com um qualificado field o de 67 entradas e só parou no heads-up contra o norte-americano Nick Petrangelo. Como se os US$ 7.250.000 conquistados pelo título mais recente não fossem suficientes, o mineiro garantiu mais uma forra colossal para o currículo, levando US$ 2.517.090 pela segunda colocação.
O vice-campeonato veio com gosto de vítória. Os dois finalistas concordaram em um acordo por ICM, o que deixou Simão com a maior fatia do prize pool, enquanto Petrangelo levou US$ 2.212.910. Após concordarem nos termos, os jogadores decidiram fazer uma sequência de all ins no escuro, nos quais o baralho favoreceu o norte-americano, que ficou oficialmente com o título e o troféu de campeão, o que não mudou em nada a comemoração do brasileiro.
Classificação Final do Evento #15 da Triton Jeju
| Posição | Jogador | País | Premiação | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Nick Petrangelo | Estados Unidos | US$ 2.212.910* | ||
| 2 | João Simão | Brasil | US$ 2.517.090* | ||
| 3 | Adrian Mateos | Espanha | US$ 1.286.000 | ||
| 4 | Miroslav Atanasov | Bulgária | US$ 990.000 | ||
| 5 | Thomas Boivin | Bélgica | US$ 783.000 | ||
| 6 | Murly Manokharan | Malásia | US$ 613.000 | ||
| 7 | Danny Tang | Hong Kong | US$ 483.000 | ||
| 8 | Seth Davies | Estados Unidos | US$ 377.000 | ||
| 9 | Dan Dvoress | Canadá | US$ 286.000 |
*denota acordo
Ação do Dia 2
Nove jogadores adicionais se juntaram aos 26 que retornaram do Dia 1, elevando o número total de entradas para 67 e preparando o terreno para o que seria uma maratona na batalha pelo título.
Com apenas 20 big blinds para trabalhar, quase todos os que se inscreveram no Dia 2 foram eliminados logo nos primeiros níveis. Entre os registros tardios, Punnat Punsri, Jesse Lonis, Jamil Wakil, Ding Biao, Samuel Mullur, Michael Watson e Phil Ivey caíram antes do primeiro break do dia.
Isaac Haxton conseguiu uma rara eliminação dupla no início do dia após acertar um flush no turn contra Stephen Chidwick e Brandon Wilson. Mas pouco tempo depois, Haxton foi superado quando Daniel Dvoress aplicou uma eliminação tripla ainda mais rara contra Sam Greenwood, Matthias Eibinger e Patrik Antonius para disparar na liderança.
A bolha da premiação foi rápida, com Wai Kiat Lee levando a pior em um cooler pré-flop ao shovar ás-dama contra o ás-rei de Tang. O board deu uma emoção a Lee com um flush draw, mas ele não encontrou seus outs e caiu a uma posição do dinheiro. Apesar de encontrar uma dobra imediatamente após o estouro da bolha, Alex Foxen foi o primeiro a cair no dinheiro após sofrer no flop contra Seth Davies.
Boivin então assumiu a liderança em fichas, primeiro dobrando em cima de Ben Tollerene e depois completando uma sequência e sendo pago pelo profissional americano. As coisas só pioraram para Tollerene a partir daí: Murly Manokharan dobrou em cima dele, e depois o americano perdeu um coin flip contra o próprio Manokharan para ser eliminado uma posição antes da mesa final.
Dvoress foi a primeira vítima da decisão após dobrar Manokharan e, em seguida, ver seu par de damas ser quebrado por Miroslav Atanasov. Davies, que havia começado o Dia 2 como chip leader, seguiu Dvoress rumo ao caixa em oitavo, após fazer um raise pré-flop comprometendo todo o seu stack com ás-oito e não conseguir superar Petrangelo, que o dominava com ás-dama.
O maior pote do torneio até aquele momento aconteceu logo na sequência, com Tang e Atanasov entrando em uma guerra de raises pré-flop que terminou com Tang all in de com ás-rei contra o par de valetes de Atanasov. O flip foi favorável a Atanasov, que passou a deter quase um terço das fichas em jogo após o confronto massivo.
Após saída de Manokharan em sexto lugar, Simão recebeu um par de ases para deixar Boivin com migalhas. De forma surpreendente, Boivin conseguiu dobrar várias vezes, alavancando seu stack de apenas 15.000 para impressionantes 695.000 no que parecia ser uma história de recuperação épica. Infelizmente para Boivin, seu momento foi interrompido ao perder um flip para Mateos, caindo na quinta colocação.
O 4-handed viu Petrangelo disparar nas contagens depois de blefar Mateos, forçando-o a largar a melhor mão, e em seguida dar call em um grande blefe de Atanasov. Forçado em all in no big blind, Atanasov assistiu de camarote Simão e Mateos jogarem um side pot gigantesco, no qual Mateos tentou um blefe corajoso que acabou falhando — fazendo o stack de Simão decolar e selando a eliminação de Atanasov em quarto. Ficado short por conta do blefe mal-sucedido, Mateos logo foi para o tudo ou nada contra Simão com ás-dez, mas perdeu a corrida contra o par de três do brasileiro, formando o heads-up que terminaria no acordo entre amigos.
Imagens cortesia Triton Poker





